Comparação entre Hoje e Há 40 Anos

O ritmo de crescimento populacional na primeira década foi de 14, 4% ao ano, com um aumento populacional de 285%. Na década de 1970 o crescimento médio anual foi de 8, 1%, com um incremento total de 115, 52%. A população total de Brasília, que não deveria ultrapassar 500 mil habitantes em 2000, atingiu esta cota no início da década de 1970, e entre 1980 e 1991 a população expandiu em mais 36, 06%. O Plano Piloto, que na inauguração concentrava 48% da população do Distrito Federal, gradativamente perdeu importância relativa, chegando a 13, 26% em 1991, passando o predomínio para as cidades-satélite. Em 2000 o IBGE indicou 2.051.146 habitantes.

Em 1970 o PIB per capita estava em torno de 10 mil cruzeiros e o Coeficiente de Gini em 0,51, e em 1990, 25 mil e 0,58, respectivamente. O PIB do município de Brasília em 1996 foi estimado em 22,3 bilhões de reais. No período 1981-1992 a taxa de crescimento da PEA (População Economicamente Ativa) foi de 3, 9% ao ano, caindo para 2% entre 1991 e 1997. A população rural economicamente ativa saltou de 13 mil para 37 mil pessoas, e para 61 mil em 1997. A partir dos anos 1990 o Estado deixou de constituir a principal mola propulsora da economia, e a construção civil perdeu força. O centro da economia passou ser o setor de serviços, que em 1995 ocupava 75% da PEA do Distrito Federal. Destes, metade estava ligada aos serviços públicos. O desemprego nesta altura atingia níveis elevados, com 17% da PEA. O poder aquisitivo do funcionalismo caía como resultado das crises nas finanças públicas, as condições de geração de novos empregos se reduziam proporcionalmente, e começaram a se agravar seriamente os problemas dos moradores de rua e das favelas. Entretanto, nesta época o Plano Piloto acolhia 84, 28% das famílias do Distrito Federal com renda superior a 25 salários mínimos e nos dados da Fundação Getúlio Vargas, em 2005 o Plano Piloto, que nesta altura se configurara como uma área socialmente homogênea, dominada pela presença de funcionários públicos de alto nível de escolaridade, ocupava a primeira posição nacional em termos de qualidade de vida, com um Índice de Condições de Vida (ICV) de 108,27 pontos, ultrapassando de longe todos os outros grandes centros regionais do Brasil.

O comércio também ocupa atualmente uma posição importante, mas as indústrias têm pouca expressão e pouca diversidade. Também cresceu a pesquisa tecnológica, com destaque para a instalação de dois polos tecnológicos (Sobradinho e Taguatinga-Gama) e a atuação do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico, criado em 1986 ligado à Universidade de Brasília, uma das iniciativas pioneiras no Brasil do modelo das incubadoras tecnológicas, visando desenvolver mecanismos de cooperação entre empresas e instituições privadas e governamentais. Outro setor em constante expansão desde a inauguração da cidade é o do turismo, que desde a década de 1980 vem conhecendo um renovado interesse, com a instalação de vários hotéis de redes internacionais, o que está ligado tanto à atividade da área governamental como ao crescimento do setor de serviços, informação e organização de eventos. Em 2001 Brasília dispunha de 430 agências de viagens, sessenta hotéis, perfazendo doze mil leitos, noventa empresas locadoras de automóveis e dezoito empresas organizadoras de eventos, explorando os setores do turismo cultural, ecológico, esportivo, de eventos, de negócios, de compras, religioso, rural e de lazer.

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Posted on 04/17/2012, in Sem categoria. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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