Problemas de Brasília

A área da saúde pública também sofreu com a expansão descontrolada, e atualmente a capacidade hospitalar do Distrito Federal está superlotada. Ceilândia, Taguatinga, Gama, Brazlândia, Samambaia, Planaltina, Sobradinho e Paranoá. Entretanto, estavam previstos grandes investimentos no setor para breve. Uma listagem oferecida pelo Hospital Universitário da Universidade de Brasília indica um total de 31 hospitais entre públicos e privados no Distrito Federal.

Da mesma forma, a segurança pública vem enfrentando desafios sérios, derivados principalmente da má distribuição de renda no Distrito Federal, com uma grande população enfrentando problemas de sustento cotidianamente, das invasões de terras, da formação de grandes favelas e dos conflitos policiais envolvendo a sua remoção. A relação entre espaço e segurança aparece em várias pesquisas sobre a capital federal.

Alessandro Baratta criticou as distâncias entre a riqueza e a pobreza, que determinam a formação de estereótipos da diferença e do perigo e de uma política de segurança dirigida exclusivamente àqueles que estão à margem do processo produtivo. Em suas palavras, “a espiral da exclusão se eleva com o paradoxo de que o controle do risco aumenta o risco, e a segurança dos assegurados passa a ser precária. No lugar de aumentar a segurança de poucos, cresce a insegurança de todos”. O problema da segurança teve um pico entre os anos 80 e 90, mas persiste no presente

As gangues de jovens das superquadras que se formaram a partir da década de 1980 criaram uma outra maneira de definição do espaço público, delimitando territórios que mantêm sob vigilância e estando ligadas ao crime organizado. Esses grupos frequentemente estão envolvidos com tráfico de drogas, uso de violência e outros delitos, pelo que são temidos pelos moradores, mas formam um meio de socialização e afirmação de identidade para esta parcela da população que prestigia os valores da transgressão. São organizadas em uma hierarquia exclusivamente masculina, são agressivas e altamente territorialistas, e seus líderes costumam ter grande prestígio entre as garotas. Mais ou menos ligadas a estas gangues de índole claramente criminosa estão as dos pichadores, que apareceram na mesma época como grupos de transgressão lúdica e mais ou menos inocente do espaço, das estruturas e da ordem pública, mas algumas logo se transformaram em delinquentes mais graves. A fluidez desses grupos dificulta sua tipificação, e podem incorporar integrantes ligados à música e esportes de rua. Em 1999 foi feita uma estatística e se assinalou a existência de 1.127 gangues de vários tipos, incluindo 51 de matadores de aluguel, no Plano Piloto e arredores.

* Aspectos Positivos:
o ar praticamente não poluído;
o grandes áreas verdes;
o o céu em Brasília é muito bonito, e lindos entardeceres são algo comum;
o o sistema educacional e o sistema de saúde costumam ser considerados como estando entre os melhores do Brasil.

A cidade é organizada em setores, o melhor IDH do País, maior renda per capita. Leis de trânsito, como a de parar na faixa de pedestres, que só pegou aqui no DF. A cidade apresenta uma arquitetura arrojada e reconhecida mundialmente.

Brasília é uma cidade totalmente construída com idéias modernistas. O valor do seu plano urbanístico e de seus monumentos faz com que Brasília seja um marco mundial da arquitetura e urbanismo modernos. Assim, a Capital do Brasil foi o primeiro núcleo urbano, construído no século XX, considerado digno de ser incluído na lista de bens de valor universal, recebendo o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, em 1987, pela UNESCO.

O reconhecimento de seu valor patrimonial fundamentou-se no plano urbanístico de Lúcio Costa, concebido em quatro escalas estruturais: a Monumental – compreendida em todo o Eixo Monumental e que abriga a alma político-administrativa do País -; a Gregária – representada por todos os setores de convergência da população -; a Residencial – composta pelas Superquadras Sul e Norte – e a Bucólica – que permeia as outras três, por se destinar aos gramados, praças, áreas de lazer, orla do lago Paranoá e aos jardins tropicais de Burle Marx. Da interação dessas quatro escalas nasceu uma cidade que “sendo monumental, é também cômoda, eficiente, acolhedora e íntima. É ao mesmo tempo, derramada e concisa, bucólica e urbana, lírica e funcional…” (Lúcio Costa).

Para compor o plano urbanístico, Oscar Niemeyer projetou monumentos marcantes, considerados o melhor da expressão arquitetônica moderna brasileira. O grande diferencial desses monumentos e de outros espaços de Brasília é a integração da arte à arquitetura. Com isso, vários artistas de renome participaram da construção da capital, transformando-a em palco de experimentação das artes.

Anúncios

Posted on 04/17/2012, in Sem categoria. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

w

Connecting to %s

%d bloggers like this: