Contexto Histórico da Fundação

Fazer nova capital não era só paixão política, visão geopolítica estratégica ou meta-síntese do futuro programa de desenvolvimento. Brasília entrou para a história dos tempos de JK como a meta das metas, a de número 31, acrescentada de última hora, o ápice do presidente que queria fazer cinquenta anos em cinco.

JK disse várias vezes à filha Márcia Kubitschek que considerava o Brasil praticamente ingovernável do Rio. Que se ficasse lá e aderisse à rotina presidencial acabaria deposto. Teria de presidir com um pé no Rio e outro no Planalto – os mesmos pés com meias, em cima da mesa, que exibiria já cassado, pouco antes de morrer.

Bravata—> A segunda metade dos anos 50 era um ambiente político-militar emoldurado pela Guerra Fria, minado pelo assanhamento intervencionista de lideranças militares. Pesado, ameaçador, envenenado pela luta quase corpo a corpo pelo poder. O próprio Palácio do Catete era vulnerável. O presidente ficava exposto, acuado. No discurso de campanha de Belém do Pará, JK desabafou: “Não é possível que cinquenta cidadãos na capital da República estejam a inquietar e a ameaçar 50 milhões de brasileiros”.

Vivera de perto a crise que levara ao suicídio de Getúlio Vargas, em agosto do ano anterior. Acompanhara a luta final, era seu candidato a presidente. Sabia que, no Rio, qualquer discurso político mais contundente produzia perturbações. Bastava uma declaração destemperada ou mesmo uma bravata de algum general ou almirante ou brigadeiro para traumatizar e instabilizar o governo. Até manifestações de rua de estudantes contra o preço de comida e passagens de bonde punham a Presidência da República em xeque. Clima intolerável. O Rio respirava agitação e golpismo. Era imperioso mudar. Fazer a nova capital aceleradamente, governar de lá no fim do mandato.

Carlos Murilo Felício dos Santos, primo e parceiro fiel de JK, diz que bastava juntar povo na frente do Palácio do Catete para os tanques saírem à rua, negócio perigosíssimo. Conta que Juscelino estava preocupado com essa vulnerabilidade muito antes de ser eleito. Qual a saída? A mudança da capital, para cumprir a Constituição e desenvolver o interior. Daí, ressalve-se, a incorporação de Brasília como meta-síntese. Construir e inaugurar Brasília no horizonte de governo foi decisão audaciosa e complexa, longamente amadurecida.

Uma comissão do Governo Federal escolheu uma localidade situada no cerrado goiano para a futura capital, mas o projeto não foi em frente. Apenas no ano de 1955, durante um comício na cidade goiana de Jataí, o então candidato à presidência, Juscelino Kubitschek, foi questionado por um eleitor se respeitaria a Constituição, interiorizando a Capital Federal, ao que JK afirmou que iria transferir a capital. Eleito presidente, Juscelino estabeleceu a construção de Brasília como meta-síntese de seu “Plano de Metas”.

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Quem Construiu Brasília? Governo, Arquitetos e Trabalhadores

O traçado de ruas de Brasília obedece ao plano piloto implantado pela empresa Novacap a partir de um anteprojeto do arquiteto Lucio Costa, escolhido através de concurso público. O arquiteto Oscar Niemeyer projetou os principais prédios públicos da cidade. Para fazer a transferência simbólica da capital do Rio para Brasília, Juscelino fechou solenemente os portões do Palácio do Catete, então transformado em Museu da República, às 9 da manhã do dia 20 de abril de 1960, ao que a multidão reagiu com aplausos.

Para a construção de Brasília, vieram pessoas de várias regiões do país. Eram os pioneiros, em busca de melhores condições de vida, deslumbrados pela possibilidade de trabalho e atraídos pela proposta de uma remuneração melhor. Eles viveram na chamada “Cidade Livre”, hoje Núcleo Bandeirante e também na Vila Planalto. Muitas construções – diversas delas em madeira, são conservadas até hoje e fazem parte do patrimônio histórico da cidade.

Assim, a cidade recebeu sotaques, cultura e costumes de indivíduos que vinham de todas as regiões do Brasil, mobilizadas rapidamente para a execução deste grandioso empreendimento histórico. A população da cidade é predominantemente jovem. Talvez por suas diferenças culturais e diversidade de costumes, esses jovens não incorporaram à sua pronúncia qualquer dos sotaques regionais trazidos de tantos locais.

As festas, aos costumes, ao folclore, à cultura, certamente devem permanecer enraizados os regionalismos mais fortemente ensaiados aqui pelas correntes migratórias vindas de todos os pontos cardeais. O tempo e essa gente vêm definindo o que fica e o que sai de lá. Esses jovens vão, progressivamente, marcando a identidade cultural da cidade.

Objetivos da Construção de Brasília

Brasília foi construída (as obras começaram em novembro de 1956, depois de Juscelino sancionar a lei nº 2.874) a fim de ser a nova capital do Brasil. A idéia era transferir a capital do Rio de Janeiro para o interior do país. Ao transladar a capital para o interior, o governo pretendia povoar aquela região. Pessoas de todo o país, especialmente do nordeste (chamadas de candangos, que quer dizer ordinários), foi contratada para a construção da cidade, inaugurada no dia 21 de abril de 1960 por Juscelino Kubitschek. Nesta época, o centro cívico da cidade já tinha sido totalmente construído (Palácio do Governo, Catedral, Edifícios dos Ministérios, Parlamento, Palácio da Justiça, etc).

Brasília custou cerca de um bilhão de dólares. Este custo extremamente elevado deveu-se, em parte, a ausência de estradas de ferro e de rodovias bem traçadas para levar o material de construção. A solução foi transportar o material de construção por via aérea, fato que encareceu muito o custo das obras.

A construção de Brasília demorou quase quatro anos, mas depois de três anos a maioria dos seus principais edifícios estava pronta, dentre os quais o Palácio da Alvorada, primeiro prédio da capital construído em concreto armado, a primeira construção de estrutura metálica (material trazido dos Estados Unidos) foi o Brasília Palace Hotel.

A partir de 1960, iniciou-se a transferência dos principais órgãos do Governo Federal para a nova capital com a mudança das sedes dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Lúcio Costa foi o principal urbanista da cidade. Oscar Niemayer, amigo próximo de Lúcio, foi o principal arquiteto da maioria dos prédios públicos e Roberto Burle Marx foi o responsável pelo paisagismo.

Kubitschek, que foi um governante de orientação socialista, reuniu um grupo de profissionais de uma mesma tendência política. Este grupo tentou desenvolver um modelo de cidade utópica onde se pretendia eliminar as classes sociais. Por este motivo a cidade ficou conhecida como capital da esperança (nome dado pelo escritor francês André Malraux. É claro que tal objetivo não foi cumprido, mas, durante a construção da cidade, foi uma realidade, visto que todos compartilhavam a mesma comida e os mesmos acampamentos.

Como se Organiza a Cidade

A linha do horizonte foi preservada como característica do relevo natural e a cidade é apenas cortada no azul degradê do seu céu. Os extensos gramados verdes e os jardins coloridos são o tom natural conferindo às edificações, que parecem não ter peso sobre o solo. As linhas arquitetônicas adotadas para as fachadas e colunas de sustentação dos prédios são de beleza ímpar. As fachadas envidraçadas dos modernos edifícios comerciais, espelham a cidade, multiplicando o reflexo das belas imagens arquitetônicas como um sonho futurista.

Diz a lenda que o urbanista Lúcio Costa a princípio não se interessou pelo desafio de arquitetura para o desenho de Brasília. O esboço de Lúcio para o desenho da nova cidade foi entregue as 18:00 horas do último dia de inscrições do concurso. Ao contrário de seus colegas que passaram meses planejando e fizeram apresentações de arquitetura elaboradas, os desenhos de Lúcio Costa eram simples: foram feitos a mão com a ajuda de uma régua.

Na carta de apresentação que define o seu projeto de arquitetura, Lúcio define o seu desenho com as seguintes palavras:

“Nasceu do gesto primário de quem assinala um lugar ou dele toma posse: dois eixos cruzando-se em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da cruz”. Nascia assim o desenho definitivo de Brasília: o Plano Piloto.

Superquadras: O Grande Conceito de Arquitetura de Brasília

Segundo o projeto de arquitetura e urbanismo de Lúcio Costa (que projetou as ruas) e Oscar Niemeyer (que projetou os prédios principais), Brasília seria uma cidade organizada em um Eixo Monumental que iria conter todos os edifícios do governo e duas “asas” (Asa Sul e Asa Norte) as quais iriam abrigar a população. As “asas” da cidade por sua vez seriam dividas em grandes quarteirões chamados Superquadras.

As superquadras são um conceito de arquitetura totalmente novo, elas apresentam as seguintes características:

  • Ao contrário dos quarteirões que são simples agrupamentos de prédios e casas, as superquadras foram projetadas para ser um espaço de convívio entre as pessoas.
  • Os prédios residenciais das superquadras nunca tocam o chão, eles são sempre suspensos por colunas, esse conceito de arquitetura foi desenvolvido para que as pessoas possam circular livremente em qualquer direção dentro das superquadras.
  • Dentro das superquadras além dos prédios residenciais há sempre espaços de lazer tais como parques e áreas verdes que podem ser usados por toda a população.
  • É proibido construir grades e cercas dentro das superquadras, o chão das mesmas é espaço público e pertence a toda a cidade.
  • Todas as superquadras da cidade foram todas projetadas do mesmo tamanho para dar uma idéia de igualdade e organização para Brasília.
  • A arquitetura dos prédios pode variar dentro da superquadra mas o tamanho máximo é sempre de 6 andares, deste modo se preserva a linha de visão dos moradores.

Devido a grande importância da cidade para a arquitetura mundial, no dia 7 de Dezembro de 1987 a área do Plano Piloto de Brasília foi transformada em Patrimônio Mundial da UNESCO, tornando a cidade de Brasília a maior área de patrimônio histórico do mundo.

Cidades-Satélite

Cidade-satélite é uma designação usada para se referir a centros urbanos surgidos nos subúrbios de uma grande cidade, tipicamente para servir de moradia aos trabalhadores. Assim, o centro da grande cidade ficará destinado ao comércio, onde os terrenos são mais caros, e a periferia para habitação. Com a expansão, estes núcleos urbanos periféricos vão constituindo autênticas cidades, pouquíssimo industrializadas e com comércio muito básico e surge daí esta distinção.

Um exemplo, no Brasil, são as cidades-satélites tão comuns no Distrito Federal, como as de Brasília: Samambaia, Ceilândia, Taguatinga, Águas Claras. Elas surgiram inicialmente como local de moradia provisória para os trabalhadores e depois se tornou definitiva e hoje moram lá vários trabalhadores que vivem nessas cidades e trabalham em Brasilia.

Comparação entre Hoje e Há 40 Anos

O ritmo de crescimento populacional na primeira década foi de 14, 4% ao ano, com um aumento populacional de 285%. Na década de 1970 o crescimento médio anual foi de 8, 1%, com um incremento total de 115, 52%. A população total de Brasília, que não deveria ultrapassar 500 mil habitantes em 2000, atingiu esta cota no início da década de 1970, e entre 1980 e 1991 a população expandiu em mais 36, 06%. O Plano Piloto, que na inauguração concentrava 48% da população do Distrito Federal, gradativamente perdeu importância relativa, chegando a 13, 26% em 1991, passando o predomínio para as cidades-satélite. Em 2000 o IBGE indicou 2.051.146 habitantes.

Em 1970 o PIB per capita estava em torno de 10 mil cruzeiros e o Coeficiente de Gini em 0,51, e em 1990, 25 mil e 0,58, respectivamente. O PIB do município de Brasília em 1996 foi estimado em 22,3 bilhões de reais. No período 1981-1992 a taxa de crescimento da PEA (População Economicamente Ativa) foi de 3, 9% ao ano, caindo para 2% entre 1991 e 1997. A população rural economicamente ativa saltou de 13 mil para 37 mil pessoas, e para 61 mil em 1997. A partir dos anos 1990 o Estado deixou de constituir a principal mola propulsora da economia, e a construção civil perdeu força. O centro da economia passou ser o setor de serviços, que em 1995 ocupava 75% da PEA do Distrito Federal. Destes, metade estava ligada aos serviços públicos. O desemprego nesta altura atingia níveis elevados, com 17% da PEA. O poder aquisitivo do funcionalismo caía como resultado das crises nas finanças públicas, as condições de geração de novos empregos se reduziam proporcionalmente, e começaram a se agravar seriamente os problemas dos moradores de rua e das favelas. Entretanto, nesta época o Plano Piloto acolhia 84, 28% das famílias do Distrito Federal com renda superior a 25 salários mínimos e nos dados da Fundação Getúlio Vargas, em 2005 o Plano Piloto, que nesta altura se configurara como uma área socialmente homogênea, dominada pela presença de funcionários públicos de alto nível de escolaridade, ocupava a primeira posição nacional em termos de qualidade de vida, com um Índice de Condições de Vida (ICV) de 108,27 pontos, ultrapassando de longe todos os outros grandes centros regionais do Brasil.

O comércio também ocupa atualmente uma posição importante, mas as indústrias têm pouca expressão e pouca diversidade. Também cresceu a pesquisa tecnológica, com destaque para a instalação de dois polos tecnológicos (Sobradinho e Taguatinga-Gama) e a atuação do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico, criado em 1986 ligado à Universidade de Brasília, uma das iniciativas pioneiras no Brasil do modelo das incubadoras tecnológicas, visando desenvolver mecanismos de cooperação entre empresas e instituições privadas e governamentais. Outro setor em constante expansão desde a inauguração da cidade é o do turismo, que desde a década de 1980 vem conhecendo um renovado interesse, com a instalação de vários hotéis de redes internacionais, o que está ligado tanto à atividade da área governamental como ao crescimento do setor de serviços, informação e organização de eventos. Em 2001 Brasília dispunha de 430 agências de viagens, sessenta hotéis, perfazendo doze mil leitos, noventa empresas locadoras de automóveis e dezoito empresas organizadoras de eventos, explorando os setores do turismo cultural, ecológico, esportivo, de eventos, de negócios, de compras, religioso, rural e de lazer.

Problemas de Brasília

A área da saúde pública também sofreu com a expansão descontrolada, e atualmente a capacidade hospitalar do Distrito Federal está superlotada. Ceilândia, Taguatinga, Gama, Brazlândia, Samambaia, Planaltina, Sobradinho e Paranoá. Entretanto, estavam previstos grandes investimentos no setor para breve. Uma listagem oferecida pelo Hospital Universitário da Universidade de Brasília indica um total de 31 hospitais entre públicos e privados no Distrito Federal.

Da mesma forma, a segurança pública vem enfrentando desafios sérios, derivados principalmente da má distribuição de renda no Distrito Federal, com uma grande população enfrentando problemas de sustento cotidianamente, das invasões de terras, da formação de grandes favelas e dos conflitos policiais envolvendo a sua remoção. A relação entre espaço e segurança aparece em várias pesquisas sobre a capital federal.

Alessandro Baratta criticou as distâncias entre a riqueza e a pobreza, que determinam a formação de estereótipos da diferença e do perigo e de uma política de segurança dirigida exclusivamente àqueles que estão à margem do processo produtivo. Em suas palavras, “a espiral da exclusão se eleva com o paradoxo de que o controle do risco aumenta o risco, e a segurança dos assegurados passa a ser precária. No lugar de aumentar a segurança de poucos, cresce a insegurança de todos”. O problema da segurança teve um pico entre os anos 80 e 90, mas persiste no presente

As gangues de jovens das superquadras que se formaram a partir da década de 1980 criaram uma outra maneira de definição do espaço público, delimitando territórios que mantêm sob vigilância e estando ligadas ao crime organizado. Esses grupos frequentemente estão envolvidos com tráfico de drogas, uso de violência e outros delitos, pelo que são temidos pelos moradores, mas formam um meio de socialização e afirmação de identidade para esta parcela da população que prestigia os valores da transgressão. São organizadas em uma hierarquia exclusivamente masculina, são agressivas e altamente territorialistas, e seus líderes costumam ter grande prestígio entre as garotas. Mais ou menos ligadas a estas gangues de índole claramente criminosa estão as dos pichadores, que apareceram na mesma época como grupos de transgressão lúdica e mais ou menos inocente do espaço, das estruturas e da ordem pública, mas algumas logo se transformaram em delinquentes mais graves. A fluidez desses grupos dificulta sua tipificação, e podem incorporar integrantes ligados à música e esportes de rua. Em 1999 foi feita uma estatística e se assinalou a existência de 1.127 gangues de vários tipos, incluindo 51 de matadores de aluguel, no Plano Piloto e arredores.

* Aspectos Positivos:
o ar praticamente não poluído;
o grandes áreas verdes;
o o céu em Brasília é muito bonito, e lindos entardeceres são algo comum;
o o sistema educacional e o sistema de saúde costumam ser considerados como estando entre os melhores do Brasil.

A cidade é organizada em setores, o melhor IDH do País, maior renda per capita. Leis de trânsito, como a de parar na faixa de pedestres, que só pegou aqui no DF. A cidade apresenta uma arquitetura arrojada e reconhecida mundialmente.

Brasília é uma cidade totalmente construída com idéias modernistas. O valor do seu plano urbanístico e de seus monumentos faz com que Brasília seja um marco mundial da arquitetura e urbanismo modernos. Assim, a Capital do Brasil foi o primeiro núcleo urbano, construído no século XX, considerado digno de ser incluído na lista de bens de valor universal, recebendo o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, em 1987, pela UNESCO.

O reconhecimento de seu valor patrimonial fundamentou-se no plano urbanístico de Lúcio Costa, concebido em quatro escalas estruturais: a Monumental – compreendida em todo o Eixo Monumental e que abriga a alma político-administrativa do País -; a Gregária – representada por todos os setores de convergência da população -; a Residencial – composta pelas Superquadras Sul e Norte – e a Bucólica – que permeia as outras três, por se destinar aos gramados, praças, áreas de lazer, orla do lago Paranoá e aos jardins tropicais de Burle Marx. Da interação dessas quatro escalas nasceu uma cidade que “sendo monumental, é também cômoda, eficiente, acolhedora e íntima. É ao mesmo tempo, derramada e concisa, bucólica e urbana, lírica e funcional…” (Lúcio Costa).

Para compor o plano urbanístico, Oscar Niemeyer projetou monumentos marcantes, considerados o melhor da expressão arquitetônica moderna brasileira. O grande diferencial desses monumentos e de outros espaços de Brasília é a integração da arte à arquitetura. Com isso, vários artistas de renome participaram da construção da capital, transformando-a em palco de experimentação das artes.